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Autor: Babarorixá Miguel D' Xangô

REFLEXÃO 

 

Não devemos sujar, contaminar ou "maldizer" de forma declarada ou "oculta" a àgua da fonte original em que bebemos e saciamos nossa "sede" de saber, fé religiosa e iniciática; devido nossas expectativas, anseios e desejos pessoais pretendidos e não alcançados ! O "EGO" não deve falar mais alto, pois estaremos dando um mal exemplo, além de difamarmos nossa própria "origem" ou "estágio" anterior de nossa própria aprendizagem e vivência "in loco". A vida é um ciclo, de encontros, desencontros e retomadas de posições espontâneas ou não ! A sabedoria diz que devemos preservar as fontes naturais de riquezas, sejam elas quais forem, e o mesmo se aplica na nossa vivência humana e eterna enquanto espíritos e almas em evolução. A vida é uma simples "gota" na imensidão do oceano de nossas anteriores e posteriores "correntezas" de existência.

 

O fato é que não devemos ser ingratos !!! É exatamente esta "onda" de ingratidão que nos leva a permamente infelicidade e não convicção de nossa fé, seja ela qual for !!!

 

Exercitemos ao invés, a "gratidão" por tudo e por todos !!! reconheçamos os valores e importância dos outros !!! Pois cada um está no "lugar" e "tempo" que merece !!! A justiça humana do "homem" com jeitinho e corrupção declarada ou oculta conseguimos comprar e ludibriar, porém a "Justiça Divina" jamais, e pior ela tem nossos antecedentes encarnatórios !!!

 

Reflitamos e nos lembremos que após nossa passagem pela "fonte original" outros "viajores" e pessoas humanas passarão para saciar sua atual sede !!!

 

(M.A.C.J.) 13/02/2.011

SER SACERDOTE

 

Muito mais que definição de palavras ou mesmo função, ser verdadeiramente um sacerdote umbandista ou de matrizes africanas

(candomblé) requer não só preparo intelectual ou religioso, pois “ser” leva ao pressuposto de que aquele que desempenha tal função traz em si (em seu íntimo) valores realmente conquistados pelo exercício do dia-a-dia desta função especial para quem foi escolhido, herdou ou mesmo assumiu para si como forma de ajudar ao seu próximo através da religião que professa, e portanto deve vivenciar em sua plenitude sempre; daí, surgem inúmeros questionamentos que devemos refletir em nossa existência, quando somos responsáveis por pessoas, não importando ser um templo pequeno ou grande, pois sempre há uma ou outra questão “humana” a ser pensada e que interfere no trabalho individual ou coletivo na comunidade que escolhemos para vivenciar nossa fé.

Como sacerdote devemos através do exemplo preparar os demais membros da comunidade, sempre demonstrando o melhor caminho a trilhar, sem exageros e ainda indicando de forma embasada no bom senso que há caminhos que podemos seguir, e caminhos que apesar de podermos, devemos evitar, isso, por questão sempre da harmonia geral e da comunidade umbandista e/ou candomblecista até mesmo religiões co-irmãs, sem perdermos nossa personalidade, quer individual ou da sociedade religiosa que pertencemos.

No exercício do sacerdócio temos como tarefas primordiais e com relação aos nossos semelhantes: consolar, esclarecer e confortar sempre aqueles que nos procuram, pois muitas vezes somos uma tentativa a mais ou a última em relação ao assunto daqueles que nos procuram na jornada de nossas atividades diárias.

Levando-se em consideração o mister de servir o divino criador e suas divindades, não podemos esquecer que para tal o nosso exemplo é primordial e além do mais nossa contribuição para a comunidade e também a sociedade em seu aspecto mais amplo.

Muito mais do que “ter” o título de sacerdote, conquistado pelo trabalho dentro da seara umbandista ou candomblecista , ás vezes de forma árdua pelo tempo de preparo ou mesmo mais recentemente através de cursos de formação e informação, precisamos “ser” o instrumento que espera a divindade ou mesmo nosso criador “uno”, pois confia-nos seus filhos e também nossos irmãos para não só ampará-los, como também libertá-los através de um aprendizado metódico e de formação ético-moral e de tradição religiosa, para serem os senhores de si mesmos com o amparo dos orixás. Fato importante na vida de toda pessoa encarnada e também após, quando for dar continuidade a sua vida, já numa dimensão diferente da material, que ora aproveitamos. Será que estamos aproveitando o melhor possível? Daí o fato de sermos lembrados e relembrados de nossos compromissos com os que vivem em nossa esfera de atuação sacerdotal e também comunitária.

Lembrem-se as pessoas têm em nós, sejamos sacerdotes ou mesmo medianeiros (não deixam também de exercer um parcela do sacerdócio), exemplos e necessidade de segurança em nossas ações, pois em muito já se frustraram em circunstâncias religiosas e, nestes casos, não deixamos de ser um ou novo alicerce de construção de suas esperanças e conseqüentemente obter melhor realização pessoal, nas várias atividades que desenvolvem na atual existência !

Penso que nesta atividade de serviços à nosso divino criador, não só precisamos refletir sempre, bem como estar sempre passando à diante nossos conhecimentos, para assim, contribuirmos com o todo desta classe, pois assim realizamos a socialização de nosso universo de conhecimento religioso e cultural.

Tenho sempre a absoluta certeza, que nenhuma atividade permitida por “Deus” aqui na terra é em vão, quiçá a de um sacerdote de umbanda ou candomblé.

Oxalá, possamos todos continuarmos em nossas atividades religiosas dentro do sacerdócio, com a convicção de fazermos o melhor para nossos irmãos de fé, às pessoas que nos procuram, à comunidade e para à sociedade, pois cada ser humano aqui na terra é uma expressão, senão, uma qualidade de uma divindade, que por sua vez também é uma individualização do sagrado “Senhor dos Mundos”.

• (“Jung acreditava que Deus precisava de representantes humanos para auxiliar a encarnação de sua criação. Como Thomas Mann observa em José e seus irmãos, Deus precisou da escada, no sonho de Jacó, como um caminho para ir e vir, entre o Céu e a Terra. As visões dos seres humanos constroem essa escada a transmitem informações para o Inconsciente Coletivo da humanidade. Nenhuma “utilidade prática”, além desta, se faz necessária.”)

• trecho do parágrafo final do livro: “A CHAVE DO REINO INTERIOR – Inner Work” Pág. 241 – ano 1989 – Editora Mercuryo – São Paulo – Autor da Obra: Robert A. Johnson – tradução da obra original do ano 1986 por Dilma Gelli).

O ser sacerdote não é outra coisa senão o exercício constante de ser servidor do “Divino Criador” na condição de representante humano.

Façamos o seguinte exercício de reflexão: quantas e quantas vezes não nos deparamos com situações em nosso trabalho como sacerdotes, em que somos levados a pensar sobre a utilidade prática de nossos ofícios e também com dadas orientações quanto às pessoas (?) seja através da nossa condição de conscientes ou quando em transe mediúnico com o auxílio pelos “guias” e mentores.

Somos tais como instrumentos dos ancestrais em benefício das pessoas, parentes e amigos caros dos mesmos, que aqui continuam em sua jornada diária, rumo a sua ascensão à espiritualidade maior, o “Céu de Aruanda”, o “Orum” ou “Plano Astral Superior.”

Já pensaram na responsabilidade concedida? Somos pelas nossas visões, quer por intermédio dos “dons” recebidos de “Deus”, quer pela nossa vivência e experiência religiosa apreendida, conhecimento empírico ou de formação e informação da psicologia humana, interpretes em relação aos nossos irmãos que nos procuram na solução e busca de caminhos que levem a sua melhoria interior, espiritual e até em alguns casos material, bem como questões de saúde. Somos em última instância, praticantes de uma ciência, arte e religião de cunho espiritual que dentro de nossos cultos e ritos, sintetizam a expressão do mais sublime “modus operandi” em relação aos nossos semelhantes e “seres”, não importando a que dimensão de vida os mesmos pertençam.

Muito mais do que tentar segundo nossos interesses e valores, dar cores e interpretações pessoais aos acontecimentos e visões “espirituais”, temos o dever de compreender no âmago das coisas sua real “utilidade prática” para cada momento de nossas vidas, quer no sentido pessoal de nossa existência nesta vida, e em relação a todos os demais seres da criação.

Meu interesse pessoal aqui é contribuir com material de reflexão, deixando a cada irmão ou irmã sacerdote ou sacerdotisa, e mesmo médiuns, verificar seus valores éticos e também como utilizar na prática diária em seu templo as questões aqui apresentadas.

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O sempre Forte, sincero e fraternal abraço a todos(as),

​

Suas bênçãos !!!

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PODER DE IMPERIUM.

 

(página 18 - Setembro/2.016 - Espaço Afro Brasileiro - Jornal Umbanda Brasil - Ano 6 - n° 83).

 

Um bom início de leitura nesta nova edição deste nosso jornal, de conversa e diálogo amigo com vocês minhas irmãs e irmãos de religiosidade através de nossa matéria na coluna presente. Quero aqui pedir com respeito e carinho, a vocês, uma oportunidade de expressar um pouco de minha e nossa preocupação na atual fase de eleições de nossas irmãs e irmãos que pretendem nos representar na legislatura da Câmara Municipal, seja em qual for a cidade, Capital ou Interior. Nunca efetivamente foi tão importante um momento como este, de escolha de quem de fato deve nos representar, nunca antes se correu nos pais um risco como este de retrocesso de valores de liberdade, individuais e de escolha de vida como atualmente, perda de nossas dimensões de real exercício de capacidade de decidir, de se manifestar, e se opor ao que é imposto, ou o uso de “poder de imperium” do Estado sobre a população e setores sociais vulneráveis e pouco assistidos por políticas públicas de vários tipos necessárias, seja de reparação, desenvolvimento, ou de ações afirmativas de fato e de direito; com setores que querem se impor a todo custo e aculturando nossos valores quer do povo ou de comunidades para se apropriarem do “poder” político e realizarem seus projetos diversos e adversos aos nossos reais e necessários interesses de líderes comunitários de religiões mediúnicas, que alias trazem em seu “bojo” valores contrários a interesses de controle econômico neoliberal, materialistas e de elites que por não desejarem dividir bens econômicos e financeiros naturalmente de cunho social e do coletivo, assumem poder e fazem barganhas e conluios para não deixarem progredir as atividades importantes para o nosso desenvolvimento e continuidade de existência de nossas tradições, memória material e imaterial das religiões antigas, ancestrais de nossos antepassados, de tradição oral ou mesmo de ordem iniciática, desejando assim nos impossibilitar e continuidade de existência ou impor formas e valores de suas religiões abstratas e criadas da idade média para cá, este nosso atual século. Muitas das quais nascem em culturas Européias como se uma forma ou expressão fosse melhor que outras já existentes ou ainda nos dias de hoje cultuadas por seguimentos sociais e pessoas que tem nela sua expressão de ser, existir, resistir, ou mesmo contribuir com a melhoria do ser e d’alma humana, ajudando muitos a se libertarem de seus fantasmas interiores e mesmo quadro espirituais e psíquicos de alta complexidade, somando com a ciência tradicional, acadêmica, ou mesmo sendo uma alternativa e última instância de busca de socorro efetivo e humanitário para seus problemas de todas as ordens. Portanto é hora e momento de nossa reflexão maior e de exercício do “poder de voto” de efetiva escolha, de deixar ser emanado de nosso seio social, cultural, de real e verdadeiro sentimento de valores positivos de nosso aprendizado e religiosidade universal de bem à todas e todos, a nossa causa, a nossa mãe natureza, ao nosso Pais e nosso Povo, gente do bem e de bem na sua maioria morando fora dos locais favorecidos pelos que se dizem poderosos e com missão de ser nossos representantes, que na verdade só tem uma procuração por nós passada no momento que foram eleitos para em nome do povo exercer o mandato em pról a sociedade como um todo, em todos seus aspectos e seguimentos, porém que lá chegaram e querem fazer as coisas de sua forma e maneira, sem levar em consideração os anseios, desejos e voto de confiança de nós do povo, que somos os herdeiros desta terra e País em todas as suas dimensões. Passando por cima do sagrado e dos sagrados valores de nossa cultura, de nossa tradição milenar, e de valores humanitários, de liberdade religiosa, liberdade de expressão seja em qual for o nível, e liberdade de decidir ser ou não ser! Em questões de fórum íntimos pessoais e de valores individuais de direitos humanos essenciais e de direitos ditos difusos. Desrespeitando a própria vontade de Deus e Criador de tudo e de todos, que deixa a livre arbítrio e cada ser. Eles, muitos que se dizem representantes desrespeitam a própria Constituição e por meios jurídicos, pois o homem quando faz as leis e “falho” ou de propósito deixam-se “brechas” para manipular, seguindo seus critérios e vontades ou de seus pares muitas vezes com interesses divergentes, ou até escusos da grande massa populacional e parte dos que somam a pátria brasileira, desde sua origem, ou mesmo povos originais, ou que para cá vieram trazidos a força e como “bens” como “objetos” que não são e nem nunca foram, pois eram e são humanos. Então estamos há poucos dias de uma importante decisão e escolha novamente de mais um grupo de se dirá representante do povo e com mandato, e eleitos para decidir e escolher os destinos municipais no legislativo e no executivo, ai vamos observar e escolher com carinho, respeito e sabedoria os que, acaso, de nosso meio, experiência e vivência, os que já fazem ou estão fazendo, e os seus possíveis sucessores, muitos dos quais já estão em preparo e conviveram com a máquina estatal e municipalidade, ou que tem suas experiências já somadas, os novos que mereçam, que realmente tenham valores como: saber ouvir, escutar, ter em essência a humildade, simplicidade, liderar de forma a agregar pessoas e valores diversos, sem imposição, e sim com proposição de idéias, projetos e valores positivos. Cuidado com os que usam a mídias sociais somente, sem você minha irmã e irmão ter convivido ou mesmo conheça de fato e de direito alguém que conviveu com os que se apresentam como... muitos dos quais às vezes querem exercer sua “intenção bondosa” e na verdade sua tirania sobre seu pares da mesma origem e sentimento de religiosidade e grupo social. E fazendo e prestando ou desserviço a nossa comunidade. Desonrando aos nossos reais e legítimos valores em todos os campos e sentidos. “Alea jacta est” – A sorte esta lançada, mais uma vez, a escolha deve ser nossa! Com um sempre forte, sincero e fraternal abraço.

UMA ANÁLISE

 

Hoje gostaria de falar com as amigas e amigos leitores deste nossa coluna mensal e artigo sobre nossa religiosidade, sempre como uma forma humilde de colaboração e reflexão, no sentido de que possamos em breve, muito breve mesmo ter condições de não só analisarmos melhor o nosso dia a dia de religiosidade e de relação pessoal com os nossas irmãs e nossos irmãos, como também criar um pensamento coletivo e diferente, não no sentido de “aparecer” e de “ego”, mais de massa crítica e positiva, procurando influenciar pelo diálogo e real convencimento com ética e moral, fazendo a diferença e melhor orientando todas e todos nesta jornada, sabendo de antemão que não somos donos da verdade absoluta, porém a experiência tem nos demonstrado que infelizmente existe muita maquiagem, rótulos bonitos e atrativos, fáceis de comprar pelo poder econômico e os bem estruturados financeiramente falando, mais que nunca passam ou passarão de rótulos, pois falta-lhes o “ser”, pois alguns já são o “ter” ilusório da atual encarnação e presente momento nesta inversão de valores no nosso mundo.

Queria aqui propor um exercício de reflexão e melhor observação, não no sentido de julgar algo ou alguém, pois não sou e não somos juízes nem do coletivo e muito menos em causa própria, no entanto, precisamos urgentemente ter uma massa crítica mesmo e coletivo de pessoas ditas “do santo” ou seus simpatizantes melhor orientandos em todos os sentidos e instrumentados para poderem separar o “jóio do trigo” e sim validarem o que é bom, justo, verdadeiro, permanente, do bem, belo, além de contribuir sempre para melhoria e visibilidade positiva de nossa comunidade junto a sociedade.

Na verdade tudo começa, quando não temos uma religião, ou não somos religiosos de matrizes africanas, e nem nascemos em uma família que as vezes o seja!

Todos nós, seres humanos precisamos exercitar nossa fé e religação com o sagrado dentro de nossas convicções e nossas “necessidades” momentâneas seja material e/ou espiritual, as vezes nem crentes em uma fé somos, mais há um  “ insigth”, uma força inconsciente e interior que nos leva a procurar dentro de nossa vida uma explicação ou exercício de fé religiosa ou mesmo a busca de uma “ajuda exterior”. Neste momento quer por procura pessoal ou indicação resolvemos entrar em uma “casa sagrada” de Umbanda e ou Candomblé, o que é de fato e de direito o exercício do ser humano e anseio de nossa alma imortal, senão hoje, em qualquer dias destes a frente o será, pois Deus chama e desperta à todas(os) um dia, faz parte da evolução de nós neste ciclo e planeta.

Agora, se não conhecemos e/ou vivenciamos, no dia a dia, o Dirigente, seus auxiliares imediatos, filhos da corrente mediúnica, etc... como ter a certeza que estamos fazendo a melhor escolha de lugar dito sagrado para freqüentarmos e desenvolvermos nossa atividade espiritual e mediúnica?

De pronto digo que não é pelo luxo, pelo lugar bonito, ou aparente tratamento “acolhedor”, apesar de importante sempre a ordem e lógico o melhor bem estar possível. A de fato e de direito, Casas simples, humildes mesmo, bem periféricas, onde se encontra a real força e axé, que tantos procuram e necessitam, a excepções, isto é, sem lógico, desmerecer outras afortunadas por questão de mérito ou mesmo adquiridas por herança, porém estas muito mais raras.

Vamos antes igualmente analisar a conduta pela vivência nas várias etapas de estar e freqüentar, desde a forma como os simples e menos afortunados em se tratando de recursos financeiros são tratados de fato e de direito, não uma vez somente, porém por todo o tempo.

Se a um clima realmente acolhedor real, e não somente de rótulo e convenções meramente sociais, se há verdadeiro sentimento e valores éticos e morais de inclusão, e não de seleção dos que são mais... ou, os que são menos... ( ? ).

Analisar com critério e cuidado, a conduta do Dirigente, de seus auxiliares imediatos, lógico quer sabemos que somos todos humanos, e que alguém pode uma vez em determinado ponto não “ser” 100% e até escorregar. Porém em que escorregou, qual a gravidade? Quantas vezes já o fez? Se modificou? Para melhor! Fez questão de demonstrar humildade, pediu desculpas, melhorou daí por diante! Vê os “ser humano” e seus humanos valores e sua espiritualidade, ou o exterior dos humanos e seus econômicos e financeiros valores somente.

É chegado o momento dentro da história de nossa religiosidade de realmente encontrar-se seus reais e permanentes (imortais) valores, de nós contribuirmos para seu melhor sempre, de delegarmos a que tem méritos, preparo (ou preparar então) estes continuadores, de “servir-mos” aos nossos irmãos parceiros e co- irmãos de religiosidade, e não sermos servidos tão somente de forma egoísta, daí o “status” de nossas dificuldades atuais na Sociedade em nosso entorno, possíveis críticas, etc... Que não sejamos os protagonistas e nem os Dirigentes Egóicos do Marketing negativo e contrário a nós mesmos e de nossa Religião.

(continua da próxima edição).

O sempre Forte, Sincero e Fraternal Abraço de Sempre, Axé !!!

JORNAL UMBANDA BRASIL.

UMA ANÁLISE II

 

( continuação... )

Porém, não há só este ponto de vista a ser observado e analisado, ou seja o da visão e escolha do Sacerdote e Dirigente que nos servirá de “mestre” na espiritualidade antes de mais nada, ou mesmo na religiosidade que escolhemos de Matrizes Africanas, seja ela de qual vertente for, Umbanda, Candomblé, Jurema Sagrada, etc...

Haveremos de ter esta continuidade de nossa análise por parte também dos Dirigentes ou Ministros Religiosos, pois em sua maioria abrem suas portas para receberem as pessoas em sentido de ajuda espiritual e aconselhamento, senão ainda no formar e informar e orientar os futuros Sacerdotes(tisas) de nossa religião, ou seja preparam o futuro, isto em se tratando de religiosos sérios e bem orientados também por sua vez, por seus antecessores e também orientadores, e não só do ponto de vista de tradição, e linhagem de santo (suas águas, às quais nasceram), mais igualmente também, e não menos importante, de fundamento religioso, doutrina, filosofia, teologia, teogonia, história da vertente religiosa que representa, e assim por diante; pois formar e informar um futuro membro e Sacerdote requer além do aprendizado, tato didático, capacidade de ser humano, um tanto que de psicologia e desprendimento pessoal.

Por se tratar de algo muito sério orientar, formar, consolar e esclarecer pessoas sob a ótica religiosa, e sobre mais ainda espiritualidade, o atual Ministro(a) Religioso(a) de sua parte tem que ter muita seriedade, e poder de observação de seus já filhos de santo e futuros filhos, seus já agregados, freqüentadores, e por que não até os simpatizantes de sua casa e gira de trabalhos mediúnicos, para não permitir com que o profano adentre o sagrado, seja na forma como se apresenta no dia a dia, ou se travista de alguma forma, parecendo sério e religioso, porém na essência ainda vulgar, nada sério e ainda perigoso por se passar por normal, sendo na realidade e no fundo um disfarce para perpetuar-se no meio religioso e continuar seus estragos de nossa dignidade, moral positiva, e ética tão necessários para que realmente as Divindades de Deus, seus Ministros, Deidades, Orixás, Guias de Lei de Umbanda, sejam de direita ou de esquerda, Castiços, e demais hierarquias Divinas de fato e de direito se manifestem e se façam presentes nos trabalhos espirituais, ressalto que aqui sem qualquer pensamento de discriminação, intolerância interna ou externa a nada e nem ninguém; porém ressaltando, o que é certo e sério é eternamente, e nunca deixará de ser, por comodismo e acomodação humana de qualquer nível. Tenhamos a sabedoria sempre de separar o profano do divino, pois é neste ponto em particular que muitas de nossa atitudes, comportamentos e ações dentro ou fora de nossos espaços religiosos tem servido de um “marketing negativo”, senão perseguição contra nós mesmos em comunidade e sociedade.

Devemos em nossas casas de axé, criar não só o ambiente agradável sob o ponto de vista de nós humanos, crentes ou não da reencarnação, porém do ponto de vista do que é espiritualmente válido, na questão de ambiente moralmente saudável, lembrando que moral não é questão somente de filosofia e cristã, porém os valores morais e ético de cada comunidade, e dentro do social e aceito nos limites do não agredir nosso semelhante por nossas ações e atitudes, assim como não gostaríamos de ser nós mesmos expostos e agredidos em nossas convicções! Há espaço e hora para tudo em nossas vidas seja pública e/ou privada.

Até aqui, se considerarmos as pequenas colocações em sua profundidade vejam que há por demais extenso e laborioso trabalho para o Sacerdote(tisa) informar, reformar, e formar aqueles que lhe procuram para serem os nossos futuros religiosos e crentes em nossa tradição e fé religiosa, se é que pensamos ao longo prazo e preservação de nossos valores, tradições e de uma sadia continuidade de vivência religiosa em se tratando de nossa atual sociedade que por si só já age mudando e interferindo em importantes valores e nossas vidas.

Pois como na Constituição do nosso País, há também “cláusulas pétreas” que são as limitações materiais ao poder de reforma da religiosidade, sua constituição e formas pelas quais foi instituída e materializada por seus precursores e idealizadores, senão seus compiladores, os quais deram origem e início seja à Umbanda, Candomblé, Jurema etc... Toda mudança e atualização sempre devem ser bem vindas, caso não alterem seus valores basilares e suas origens pétreas.

Com estas colocações aqui não me faço professor ou doutor em religiosidade, porém como vivência e especialidade de minha atuação enquanto Sacerdote e membro de nossas Matrizes Africanas e/ou Comunidades Tradicionais, muito vi e vivi, seja do lado positivo e sempre principal ou seja no seu lado negativo e pouco agregador, porém muitos dos nossos “enganados” ou mesmo mal orientados propositadamente caem nas “armadilhas” geradas pelos que somente se interessam por nossos valores culturais, para uso e às vezes abuso, na sociedade, com o único intuito de ganhar ou “barganhar” vantagens pessoais e de menos interesse para nossa Comunidade e sua real função aqui nesta hora e neste momento histórico que estamos vivenciando.

Aqui me despeço de todas e todos vocês minhas irmãs e meus irmãos neste último artigo do mês de Dezembro do ano de 2016, desejando à todas(os) muitas bênçãos e positivas energias e vibrações em todos os sentidos de suas vidas e nas diversas tarefas que fazem em sua rotina diária neste finalzinho de ciclo anual e na continuidade do próximo ( 2017 ).

Fraternal Abraço de Sempre, Axé !!!

JORNAL UMBANDA BRASIL.

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PENSAMENTO E REFLEXÃO, UMA “CULTURA DE PAZ, BRASIL”.

 

Em um mundo moderno de hoje, com avanços dos mais variados setores e pessoas que se dizem intelectuais, civilizadas, não há lugar e não cabe mais, nenhum ato de violência física ou verbal, desrespeito, descaso, desumanidade, intolerância, criminalização de tradições milenares, ou de usos e costumes que não coloquem terceiros em risco, agressão de quaisquer natureza, censura a liberdade de expressão ética e equilibrada e não criminosa, intelectual, corrupção, peculato, prevaricação, ou omissão do Estado Brasileiro em seus vários níveis, federal, estadual e/ou municipal, principalmente contra as minorias e contra os direitos difusos. Portanto sou contra, repudio estas discriminações, seja por etnia, raça (racismo), intolerância religiosa, principio de escolha e orientação sexual, de gênero, e toda e qualquer ação correlata e práticas contra o ser humano. E no caso mais recente fica o apoio à comunidade judaica que sofreu este atentado de um grupo neo-nazista, que propaga o ódio anti-semita.

 

Brasil é uma terra onde prevalece o convívio harmônico e a Paz!

 

Não aos que querem copiar as coisas não boas e negativas do mundo.

 

Vamos prestigiar e viver a “Cultura de paz” !!!

PENSANDO SOBRE “O TEMPO” E O POR QUÊ, ELE NECESSÁRIO PARA ATINGIR O PLENO SACERDÓCIO.

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Um feliz mês de Fevereiro à todas(os) as(os) nossas(os) estimadas(os) amigas(os) os leitoras(es) deste importante veículo de comunicação em nossa Comunidade e Sociedade plural Paulista.

Hoje gostaria de abordar um assunto de grande importância em nosso meio religioso em geral, seja pela tradição que for, seja pela sua real e verdadeira influencia cotidiana na vida dos que exercem as lideranças religiosas em casas tradicionais ou que ainda estão começando a seguir seus caminhos para se tornarem um legado religioso de tradição e futuramente oferecerem igualmente seus frutos ao nosso povo e comunidade de tradição afro-brasileira, ameríndia, de Nação Afro, etc... Afinal todas(os) de certa forma passam por valores de ancestralidade e legados dos frutos de seus antepassados, desde que nascidas(os) em fontes de suas águas de origem.

Neste ponto temos a analisar o que faz com que passados anos, décadas, séculos, ou até milênios tenham sobrevividos nossos tradicionais conhecimentos não só chamados culturais, porém igualmente religiosos, com ciência, sua arte real de ser e fazer, suas teologias, teogonia, filosofias, e valores de crença e prática e suas ideologias no sentido positivo, pois nossa religiosidade é um todo na teoria e prática real de seus valores, e não frações isoladas como muitos desejam e querem socialmente ou politicamente falando.

Foi, e, é a Sabedoria do antigos e mais velhos que fez a manutenção, preservação de nossas práticas religiosas como um todo, seja Umbanda, Candomblé, Jurema, Catimbó, e todas as possíveis vertentes e segmentos de importantes valores e verdadeiros legados no aprendizado de “formação” e informação, transferindo os vários saberes vivenciados, e auferidos nas experiências anteriores.

Assim chegamos aos dias de hoje, em seus vários questionamentos de valores, e muitos sem o menor pudor e raciocínio dizendo que os tempos são modernos e a modernidade e o tom da vez, postergando alguns importantes valores para depois e apressando-se em obter a “informação” pura e simplesmente de forma “racionalizada”, sem levar em conta legados, e vertentes de ideologias de “desconstrução” e “construção” de conceitos e valores estabelecidos pelo equilíbrio de formação séria, raciocinada, e calcada em valores de base em tradições universais do conhecimento humano, não do ponto de vista e estórias, mais sim de história e memória material e imaterial validadas e válidas até o presente momento em que estamos aqui, vivos.

Desta breve avaliação, está o por quê de haver um tempo para tudo, para cada coisa, e na verdade, cá entre nós, para nascer e de fato e direito se ter o “direito” de exercer o Sacerdócio, ser um Ministro Religioso de Candomblé, Umbanda, Juremeiro, etc...

Esta a discussão em voga no momento social e histórico quer vivemos em nosso meio, pois há muitos que por acumularem, quando de forma séria, “a informação”, porém sabendo-se que há muitos também que pura e simplesmente pulam etapas, senão fazem um mix de tudo o que apreciam em visitas em outros axés e casas, e passam a praticar a nossa religiosidade já como “autoridades”, sem sequer passarem o tempo de amadurecimento, aprimoramento necessário na Formação, adquirindo com prática e teoria de seus “mais velhos”, e hierarquia, o real conhecimento, a séria e abalizada informação como dito, com equilíbrio e o sempre bom senso devido, sem deixar de dar a cada um o que é de seu mérito, adquirida e comprovada capacidade no exercício de conduzir e iniciar pessoas, pois só um legítimo iniciado nos fundamentos de cada vertente ou segmento de fato e direito, dentro do tempo, poder iniciar um outro. Só quem recebeu de forma integral axé e vivenciou, pode transferir o mesmo, e é reconhecido pelos ancestrais como um “legítimo iniciador”.

A sabedoria está em respeitar nossas bases, tradições na integridade, a formação e prática na vivência, com experiência e acompanhamento dos operadores e sacerdotes legítimos que já estão na jornada há mais tempo. O tempo é sábio! E a Natureza, nossa mãe demonstra que o tempo é imprescindível para o real e verdadeiro amadurecimento de valores e a adquirida, bem como necessária experiência de vida em todos os sentidos, inclusive no religioso dentro de nossas tradições.

Axé !!!

Jornal Umbanda Brasil - edição.: Fevereiro/2017 - n° 88.

BREVES REFLEXÕES E REGISTRO DE MEMÓRIA DE 2016 PARA MATRIZES AFRICANAS E COMUNIDADES TRADICIONAIS.

 

Bem, mais uma vez uma boa leitura minhas irmãs e meus irmãos de jornada e caminhada na religiosidade de Umbanda e Candomblé. Fazemos parte de uma visão toda espiritual de ser e viver a, e com, a natureza desde há muitos anos, sempre respeitando o ser humano em sua natureza de escolhas de vidas pessoais, e contribuindo na melhoria da qualidade de viver e conviver em comunidade, junto a sociedade, mesmo não sendo nossa forma de religiosidade aceita, respeitada, compreendida, e em alguns casos tolerados por membros de grupos sociais; porém muitos destes, que se acham “humanos”, precursores de mudanças positivas em todos os campos, inclusive na política, para a sociedade e comunidades e mesmo a nação, alguns destes acadêmicos ou não, políticos, que na verdade usam o bom marketing, usam e abusam da ingenuidade de poucos, da ganância, luxúria, inveja de outros, para nos manipularem enquanto povo religioso ou de comunidades de tradição, no sentido e na verdade desejam auferirem votos e procuração para falarem em nome e representar uma classe social e/ou comunidade como no caso específico a nossa, assim se perpetuando ou mesmo querendo se perpetuar como nossos legítimos representantes junto aos poderes públicos ou mesmo na condição de políticos (aqui registro a excepção de algumas e alguns que atualmente estão em seus mandatos). Porém que na verdade fazem o “jogo” dos poderosos ilegítimos, ou com interesses escusos e contrários ao nosso modo de ser, viver e conviver na sociedade e de nossa expressão de religião, cultura, ciência e experiência de verdadeiramente ser humano e membros do planeta e da natureza tal qual DEUS nos criou e nos fez, aculturando nossos usos e costumes, tentando inverter e muitas vezes invertendo nossos valores, princípios para satisfazerem seus egos pessoais ou muitas vezes nos “vender” tal qual mercadorias como fora no passado, ou ainda para nos dificultar ou combater em nossas raízes e forma ancestral de “ver” o mundo, e a “missão”, ministério, tarefa de nós enquanto filhos da terra e da mãe natureza, que é em última instância o maior valor para todos nós, pois somos todas e todos, filhas e filhos de Orixás, que também possuem outras nomenclaturas, segundo as vertentes históricas, regionais, a que pertencem nossos “mais velhos”, antepassados ou ancestrais, a quem reverenciamos, em suas origens e raízes das “águas” a que pertencem nossas casas de tradição. Me desculpem, sei que muitas(os) de minhas irmãs e meus irmãos, muitos até “mais velhos” a quem igualmente reverencio também, não concordam em se falar ou se tratar de assuntos como política; mas não o faço aqui no sentido de afronta ou desrespeito, ou mesmo querendo aparecer, porém com a consciência de verdade, da importância deste momento que vivemos e na afronta a nós todas(os) que de há muito é realizada pelos setores, membros, pessoas e como disse, seres que se dizem humanos, porém que fundamentalistas que são, e reacionários, querem apenas “dominar” e influir na sociedade, no mundo impondo seus modos de ser e acreditar, ou mesmo reinventar um “modus operandi” de “ser” social, fazendo prevalecer sua cultura ou mesmo padrão importado de ser! Querendo usar as diferentes formas de expressões religiosas, e a nossa, como instrumento de divisão e separação entre os membros da sociedade no geral, nos alencando na condição de sermos os inimigos ou mesmo que nós influenciados escolhamos a outra(s) formas de expressão religiosas como nossas(os) inimigas(os) fracionando e dividindo ainda mais, no sentido pura e simplesmente de nos dominar e nos “ocupar”, assim camuflando, desviando o “real foco”, e nossa atenção, dos fatos e atos de interesse de domínio do poder e outros interesses primordiais a importantes para nossa existência, resistência e sobrevivência; imaginem isto tudo ampliado aos interesses humanos fora dos segmentos sociais que pertencemos, e o todo do tecido social e mesmo mundial, daí o financiamento e instrumentação por parte de setores e elites econômicas e sociais em todas as partes do mundo, mais principalmente em nossa Nação e em nosso País, que sempre foi e é referência em riquezas em todos os sentidos, de pluralidade, de convivência harmônica e pacífica entre diferentes classes sociais, credos religiosos, culturas e etnias; estes que são financiados para que haja domínio de ideologias, ideais, idéias, projetos, de cultura eurocentrista, de desconstrução de nossos valores religiosos, etc... impondo subliminarmente outros, não nacionais de fato, estrangeiros em sua essência para aculturação e na tentativa do domínio de nossos mais jovens, eliminando no futuro nossa forma de ser, pensar e viver a nossa espiritualidade, esta nossa religiosidade que é toda nossa herança ancestral não materialista e de não domínio do ser humano, pois respeita a tudo e a todos como somos e são em sua essência prímeva, suas origens constitucionais da alma humana e expressão de individualidade em qualidades dos Sagrados Orixás a que pertencemos e pertencem os demais Não se trata aqui de “teoria da conspiração”, mais realidade atual. Vivemos a era dos invertidos no poder ! Das pessoas do “mal” na sociedade tomando lugares de destaque por serem beneficiárias e financiadas pelo “poder”. Mais todos um dia irão prestar contas das suas atitudes levianas e hipócritas. O momento ao término de mais um pleito eletivo deixa uma preocupação a nós deste segmento, o fim da liberdade do povo, do direito sagrado de ir e vir ! O Criador nunca estabeleceu pedágios entre os mundos e esferas de vida, e veja que a natureza é o maior exemplo de eficiência e eficácia em Administração... seja privada ou pública.

JORNAL UMBANDA BRASIL        MÊS DE OUTUBRO/2016.

ENFIM, A TRISTEZA DOS ORIXÁS

 

Há muitos e muitos anos atrás, seja pela história de lendas e/ou vivência pessoal nossos antepassados e ancestrais vivenciaram a vida e ideal, não somente uma mera crença, levando-se em consideração e tendo por baliza e seu exemplo os ensinamentos dos Sagrados Orixás, seus momentos humanos e de transcendência Divina no “modus” de vida comunitária, social, e familiar de ser e ver o mundo, e porquê não dizer de política social e modo de ser público perante os seus... assim se repete até os nosso dias. Porém o ser humano, fácil se corrompe em seus valores, caráter, na verdade falta deste; seja por motivos de ego pessoal, orgulho desmedido, vaidade, e etc... às vezes por motivos de vender seus valores por força econômica imposta ou mesmo de poder político, sem o bom senso e deixando de levar em consideração os realmente leais e fiéis em seus nascimentos de orixá e origem verdadeira dentro das várias expressões e águas de nascimento. Tudo isto refletindo em a sociedade hodierna, gerando desgastes e afirmando ou confirmando maneiras de pré-conceitos e preconceitos, intolerância e não verdadeiro e merecido respeito à nossa religiosidade e nossa multi cultura.

Nestes dias publicou-se via WhatsApp e internet um texto onde se fala da tristeza do Orixá Ogum em relação as pessoas da religiosidade e suas formas de usar e viver as qualidades do orixá, e o uso deste na justificativa de “lutas” e batalhas, gerando mais ódio que amor entre os que comungam da mesma fé e vertentes religiosas. Enfim justifica-se nos orixás formas de agir, de atuar, de operacionalizar as ações de alguns desinformados ou mal orientados, ou fundamentados, senão realmente invertidos na origem Sacerdotes e Sacerdotisas de nossos lindos e ricos cultos.

Digo a vocês minhas estimadas leitoras, e meus estimados leitores, que em verdade o texto pode e deve ser adaptado para qualquer um de nossos Sagrados Orixás e/ou Forças da Natureza em Ação, pois em cada campo de suas ações e atuações, e sentidos de suas existência em à natureza e em nossas vidas há inversões de várias e múltiplas formas de uso de suas energias, mistérios contra os próprios semelhantes e irmãos de jornada, por má intenção de desvio de algumas personalidades e pessoas de má fé mesmo, e às vezes achando que podem se utilizar do “valor” e “crença” dos orixás ao seu bel prazer e de acordo com suas “convicções distorcidas” da verdadeira realidade de ser do que é a memória material e imaterial desta forma e expressão Religiosa de ser da Nação, do Candomblé, da Umbanda, da Jurema, etc...

Ogum o Orixá da ordem, guerreiro, da idade do ferro e seu uso na metalurgia, dos caminhos vê seus valores e ensinamentos através de sua vida e existência distorcidos, como ser impiedoso e violento, mesmo por alguns que se aproveitam de seus valores e passam a corromper os irmãos.

E assim, se observamos e analisarmos as várias qualidades dos Sagrados Orixás veremos, se repetir sempre a mesma situação de interpretação humana, distorcida, pois se atribui nossos defeitos e qualidades pessoais, por desconhecimentos de causa, aos nossos baluartes ancestrais e aos Orixás; temos por dever de obrigação e legalidade moral, separar a condição precária e duvidosa humana da concepção real e verdadeira dos Orixás; muitas vezes em torno de “lendas” firmamos uma guerra indevida e justificamos as demandas e contra demandas, tão cantadas e verso e prosa e disseminadas em nosso meio, gerando e causando indiferenças, mágoas de parte a parte, senão por muitas vezes ódios sem ao menos, se pensar que toda esta energia despendidas nestas ações e tempo utilizado, é desperdício, e pode e deveria ser utilizado em igual modo para se fazer ações de fato em benefício de nossas comunidades, nosso povo tradicional, nossas casas e coletivos culturais, assim estaríamos mais avançados em tempo e espaço tanto particular, quando público, e ainda servindo de um bom e positivo exemplo e Marketing a Sociedade, lógico aqui excetuando os que assim por caráter e principio já agem desta forma, pois nem tudo é perdido de fato, porém a tristeza de nossos Orixás em relação a nossa forma e ver e viver ainda é de se lamentar sim ! Pois em nome deles ainda não há nada feito e em bases totalmente sólidas quer na vida privada e pública, a não ser nossa resistência e em alguns casos o “bom combate” travado por alguns poucos que despertaram de verdade da ilusão e manipulação, uso e reuso de nossos valores e cultura sem nenhum retorno palpável, continuidade e perenidade junto as várias mudanças de administrações e governos, senão poucas iniciativas feitas e mantidas pelas comunidades e terreiros com estrutura. Assim continuam os orixás a ficarem na tristeza de nossas ações incoerentes e não afirmativas de nossa real liberdade de escolher e viver, sem medo e sem possíveis perseguições, boicotes e tentativas de criminalizar nossos “modus de viver”, por parte de desafetos, contraditores, adversários e mesmo inimigos de nossa expressão religiosa.

 

Um sempre forte, sincero e fraternal abraço.

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